Terceirizou o recrutamento tech? Cuidado para não largar o volante

    Por Francine Thomaz Publicado em 26 de abril de 2025 4 min de leitura

    Você terceirizou o recrutamento? Ótimo! Agora largou o volante.

    A maioria dos CTOs faz isso sem perceber. Abre a vaga, passa para o recrutador, e some. Depois, aparece na entrevista técnica, quando o candidato já foi filtrado, já foi convencido a continuar no processo, já formou expectativa sobre a empresa.

    E aí, se a contratação der errado, a culpa é do recrutador, certo?

    Não!

    O que o recrutador não sabe sobre a sua vaga

    Tem algumas coisas que o recrutador não sabe:

    • Não sabe que o time está no limite e precisa de alguém que entre rodando.
    • Não sabe que a stack vai mudar em seis meses.
    • Não sabe que o último dev sênior saiu exatamente por causa do ambiente que você ainda não resolveu.
    • Não sabe o que faz um bom engenheiro durar na sua empresa, porque você nunca parou para articular isso.

    Terceirizar execução, sim. Terceirizar o pensamento, não.

    Terceirizar o recrutamento é inteligente. Terceirizar o pensamento sobre quem você precisa é um erro caro.

    O recrutador especializado executa, mas os dados da vaga, a clareza sobre o perfil real, o contexto do time, os critérios que não estão na descrição da vaga, isso é seu, meu nobre CTO! Ninguém pode entregar por você.

    Por que processos seletivos tech falham

    Quando um processo falha, raramente é porque o recrutador não encontrou bons candidatos. Quase sempre é porque ninguém definiu, de verdade, o que era um bom candidato para aquela vaga, naquele momento, naquele time.

    Delegar o recrutamento não significa abrir mão de participar dele — e sim ajustar ainda mais essa parceria.

    A pergunta que todo CTO deveria se fazer

    Agora pensa aí: quando foi a última vez que você passou mais de uma hora alinhando o briefing com quem recrutou para você?

    Se todo mundo pega junto, é sucesso! 🚀